Autor: Sindifrigo

  • Nota – Fethab 2

    Nota – Fethab 2

    O Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) manifesta reconhecimento à decisão do Governo do Estado de não reeditar o Fethab 2 para 2027 e manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano.

    A medida, anunciada pelo governador Otaviano Pivetta durante seminário com representantes do setor produtivo, atende a uma demanda histórica dos produtores rurais e representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção.

    O Sindifrigo-MT destaca o papel fundamental das entidades que conduziram esse processo de forma técnica e articulada, em especial a Famato, sob a liderança do presidente Vilmondes Tomain, o IMEA, referência nacional em inteligência de dados do agro, e o Fórum Agro MT, que atuaram de forma integrada na construção desse resultado.

    A decisão demonstra sensibilidade às demandas do setor produtivo, ao mesmo tempo em que preserva a responsabilidade fiscal e garante a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado.

    O Sindifrigo-MT parabeniza, de forma especial, o produtor rural mato-grossense, que sustenta a economia estadual e segue como pilar do desenvolvimento. A não reedição do Fethab 2 simboliza a força da mobilização do agro e o reconhecimento da importância estratégica do setor para Mato Grosso.

    Paulo Bellincanta
    Presidente do Sindifrigo-MT

  • Com 12 fábricas em MT, JBS tem receita recorde em 2025

    Com 12 fábricas em MT, JBS tem receita recorde em 2025

    Companhia gera mais de 11 mil empregos diretos em Mato Grosso e alcança faturamento global de US$ 86 bilhões.

    A JBS registrou receita líquida recorde de US$86 bilhões no resultado de 2025, uma alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor. A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

    Em Mato Grosso, essa solidez global é refletida em uma presença capilarizada que alcança 12 municípios: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Campo Verde, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Pedra Preta, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra. A companhia é hoje uma das principais forças econômicas do estado, sendo responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos. Com atuação destacada nas indústrias de bovinos, aves e suínos, a JBS também opera em Mato Grosso em frentes estratégicas como produção de couros, transporte e agregação de valor, conectando a produção regional aos principais mercados mundiais.

    De acordo com o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, encerrar 2025 com o maior crescimento de receita da história da companhia comprova a força da plataforma diversificada em proteínas e geografias. O executivo destaca que o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da execução, sustentando margens robustas e a capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas. A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses, avançando 3,2 pontos percentuais em relação a 2024.

    O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco na geração de valor. O lucro por ação (EPS) registrou salto de 15% comparado com o ano anterior, fechando 2025 em US$1,89. A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo e estável em relação ao terceiro trimestre. Para o CFO Global, Guilherme Cavalcanti, a estratégia permitiu manter a alavancagem controlada e um perfil de dívida alongado, garantindo segurança financeira para atravessar a volatilidade dos ciclos. No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$400 milhões.

    No detalhamento por unidades de negócios, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita e margem EBITDA de 6,2%. A Friboi, marca de forte presença nas unidades mato-grossenses, registrou o maior volume de processamento de sua história, reflexo da forte demanda externa e da consolidação do portfólio de valor agregado Friboi+ no mercado interno. A Seara também se destacou com margem EBITDA de 16,9%, impulsionada pelo maior volume de exportação de sua história e inovações como a linha Seara Protein e produtos para Air Fryer.

    No cenário internacional, a Pilgrim’s Pride alcançou margem de 15,2% apoiada na marca Just Bare, enquanto a JBS Austrália entregou margem de 11,3%, com destaque para o segmento de carne bovina. Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America atingiu receita recorde de US$28 bilhões em um cenário de preços elevados devido ao menor rebanho em 75 anos. Já a JBS USA Pork registrou faturamento histórico de US$8,4 bilhões, impulsionada pela expansão do portfólio de produtos de marca e novas aquisições industriais, como a recente expansão em Iowa.

    Sobre a JBS

    A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável. Saiba mais em jbsglobal.com ._

  • Nutribras realiza mutirão com 90 atendimentos para reforçar controle médico dos colaboradores

    Nutribras realiza mutirão com 90 atendimentos para reforçar controle médico dos colaboradores

    Ação garantiu exames periódicos e atualização de riscos ocupacionais dentro do PCMSO

    A Nutribras Alimentos promoveu um mutirão de exames periódicos voltado aos colaboradores da empresa. Ao todo, foram realizados 90 atendimentos, em ação que integra o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

    Com apoio da empresa especializada em medicina do trabalho JC Work Medicina Ocupacional, o mutirão contemplou uma série de avaliações previstas conforme a função e os riscos de cada setor. Entre os procedimentos realizados estiveram exames de sangue, parasitológico de fezes, exames de imagem, avaliação psicossocial, teste de acuidade visual e audiometria.

    Além dos exames periódicos, a iniciativa também incluiu a atualização de riscos ocupacionais para colaboradores que passaram a exercer novas funções, seja dentro do mesmo setor ou em outra área da empresa.

    A ação reforça o compromisso da Nutribras com a prevenção, a segurança e o acompanhamento contínuo da saúde dos trabalhadores, atendendo às exigências legais e fortalecendo a política interna de cuidado com as pessoas.

  • Artigo: Por que não?

    Artigo: Por que não?

    Por Paulo Bellincanta

    Há hoje um esforço para buscar, junto ao governo, uma distribuição de volumes em cima da cota estipulada pela China para a carne bovina brasileira.

    O país asiático estabeleceu um mecanismo de salvaguarda que limita as importações quando determinados volumes são atingidos. No caso da carne bovina, a salvaguarda é acionada quando o Brasil ultrapassa a cota anual de 1,1 milhão de tonelada exportadas à China, limite a partir do qual passam a incidir tarifas adicionais sobre os embarques em 55%.

    Na prática, trata-se de um instrumento de proteção ao mercado interno chinês. Contudo, a implementação dessa salvaguarda fez com que o mercado reagisse com oscilações e, inicialmente, com posições invertidas e sem parâmetros claros. Porém, com o passar do tempo, o próprio mercado começou a encontrar um novo ponto de equilíbrio.

    Esse processo acabou trazendo benefícios para diferentes elos da cadeia: a pequena indústria, o produtor e também o consumidor.

    Para a indústria restou optar entre cumprir rapidamente a cota ou distribuí-la ao longo do ano. Essa estratégia acabou provocando uma elevação dos preços internacionais, a valorização da arroba do boi e, ao mesmo tempo, uma maior oferta de carne no mercado interno.

    Como consequência, os preços começaram a ceder para o consumidor brasileiro.
    Na última semana, a carne no atacado recuou cerca de 7%, e a tendência é que essa queda continue por pelo menos mais duas semanas, refletindo também nos preços de balcão.

    Bastou passar o período de ajuste para que as peças começassem a se encaixar, trazendo vantagens que muitos inicialmente não esperavam.

    Quando há defesa de interesses múltiplos — indústria, produtor e consumidor — não deveria existir oposição de propósitos. O que se busca é justamente o equilíbrio entre esses interesses.

    Para consolidar esse cenário, falta ainda que o governo estabeleça parâmetros e mecanismos de controle capazes de dar previsibilidade ao setor e manter esse equilíbrio ao longo do ano.

    Todo governo tem a obrigação de cuidar do seu setor produtivo ao mesmo tempo em que protege o consumidor. A ausência de ação governamental pode se transformar em uma postura perversa, permitindo desigualdade de condições e gerando desequilíbrios econômicos e por consequência, sociais.

    Enquanto isso, a carne brasileira segue forte no mercado internacional e com uma versatilidade invejável. O desafio agora é transformar esse momento de ajuste em uma estratégia permanente de equilíbrio entre exportação, produção e abastecimento interno.

    *Paulo Bellincanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo)

  • Artigo – O risco

    Artigo – O risco

    Por Paulo Bellicanta

    A salvaguarda adotada pela China para proteger sua produção local é, sem dúvida, uma medida legítima e até exemplar. Trata-se de uma decisão soberana que demonstra o zelo com o produtor interno, algo que também deveríamos praticar com igual rigor. O ponto que exige atenção, contudo, não é a existência da salvaguarda em si, mas as condições e adaptações necessárias à sua implementação.

    No caso específico da carne vermelha brasileira, é indispensável considerar a dinâmica própria desse comércio. A relação entre produção, embarque e entrega opera em ritmo acelerado e com contratos previamente estabelecidos. O ciclo médio entre a produção e a chegada do produto ao destino gira em torno de 75 dias, o que significa que qualquer alteração abrupta nas regras impacta volumes já comprometidos e em trânsito.

    À época da implementação da medida, o volume comercializado era da ordem de 170 mil toneladas por mês, o que representa aproximadamente 7.700 toneladas por dia. Projetado para o período de 75 dias, isso resulta em cerca de 500 mil toneladas em trânsito, desconsiderando inclusive eventuais interrupções por feriados. Diante da cota atual, a diferença alcança quase 50% do total pretendido, criando um descompasso evidente entre oferta e limite autorizado.

    Esse cenário pode levar, em menos de seis meses, à ausência do produto brasileiro no mercado chinês. Por isso, a solicitação do Brasil para que sejam consideradas na cota de 2026 apenas as cargas efetivamente embarcadas neste ano não é um pleito meramente setorial, mas uma medida vital para a sobrevivência do setor produtivo brasileiro e para o equilíbrio do abastecimento, sem prejuízo ao produtor chinês, justamente o objetivo central da salvaguarda.

    Os números são claros. Em 30 de dezembro de 2025 havia cerca de 350 mil toneladas entre portos chineses e cargas em trânsito. Somam-se a isso 120 mil toneladas exportadas em janeiro e uma previsão de 100 mil toneladas para fevereiro. Ao final desse período, o total entregue poderá alcançar 570 mil toneladas. Restariam, então, para os dez meses seguintes de 2026, apenas 530 mil toneladas, o equivalente a 53 mil toneladas por mês, frente às 170 mil entregues em dezembro.

    Não se trata de uma análise teórica ou de projeções especulativas, mas da leitura objetiva de números que já sinalizam risco de desabastecimento no mercado chinês e grave impacto sobre a cadeia produtiva brasileira. É imprescindível que a diplomacia brasileira leve à mesa das relações bilaterais essa realidade concreta, demonstrando que ajustes técnicos são necessários para preservar a previsibilidade e a estabilidade do comércio.

    A China é, indiscutivelmente, nossa grande e leal parceira comercial. O que se impõe agora é a capacidade de expor, com dados e serenidade, as preocupações legítimas de um setor estratégico para ambas as economias.

    Paulo Bellicanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo)

  • Mato Grosso tem frigorífico habilitado para exportar carne bovina à Indonésia

    Mato Grosso tem frigorífico habilitado para exportar carne bovina à Indonésia

    Planta de Várzea Grande integra lista nacional com 14 unidades autorizadas e reforça estratégia de abertura de novos mercados diante das restrições da China

    Mato Grosso ampliou sua participação com mais uma planta habilitada a exportar carne bovina para a Indonésia. A autorização foi concedida a 14 frigoríficos do país, entre eles o Frigorífico Pantanal, localizado em Várzea Grande, único representante mato-grossense entre as plantas aprovadas neste momento.

    Além de Mato Grosso, a relação inclui unidades instaladas nos estados do Pará, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Acre, Maranhão e Rondônia, o que evidencia a relevância nacional da habilitação, mas também destaca o protagonismo do setor frigorífico mato-grossense ao garantir presença nesta nova lista.

    Para o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo), a habilitação ocorre em um momento estratégico para o setor. Segundo o presidente da entidade, Paulo Bellicanta, ampliar o número de destinos é essencial diante do cenário internacional cada vez mais restritivo.

    “A Indonésia representa uma oportunidade concreta de diversificação. Hoje, o mercado internacional vive um ambiente de incertezas, com salvaguardas e barreiras comerciais impostas por grandes compradores, especialmente a China. Quando dependemos demais de um único destino, qualquer mudança de regra impacta toda a cadeia produtiva”, afirmou Bellicanta.

    Com uma população superior a 270 milhões de habitantes e demanda crescente por proteína animal, a Indonésia surge como um mercado estratégico para o Brasil e, em especial, para Mato Grosso. De acordo com o presidente do Sindifrigo, acessar esse país amplia a segurança comercial da indústria e abre caminho para relações mais estáveis no médio e longo prazo.

    “Buscar novos mercados é uma questão de sustentabilidade econômica. Países como Indonésia, Japão e Coreia do Sul, valorizam qualidade, rastreabilidade e sanidade, e isso agrega valor à carne produzida aqui. São mercados exigentes, mas que remuneram melhor e fortalecem a imagem do produto brasileiro no exterior”, destacou.

    Bellicanta avalia ainda que a habilitação do frigorífico de Várzea Grande reforça a capacidade de Mato Grosso em atender padrões sanitários internacionais e consolida o estado como um dos principais polos exportadores de carne bovina do país.

    “Cada nova abertura reduz riscos, gera empregos, movimenta a economia local e dá mais estabilidade ao setor produtivo. A presença de Mato Grosso nessa lista é um sinal claro da competitividade da nossa indústria frigorífica”, concluiu.

  • Frigorífico abre 300 vagas de emprego na unidade de Várzea Grande

    Frigorífico abre 300 vagas de emprego na unidade de Várzea Grande

    A MBRF, líder global na produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, está com 300 vagas de emprego abertas na unidade de Várzea Grande, em Mato Grosso. As oportunidades são destinadas ao cargo de Auxiliar Operacional e fazem parte do plano contínuo da companhia de fortalecimento da operação e valorização da mão de obra local.

    A empresa reforça que o processo seletivo é aberto a todos os públicos, sem distinção de gênero, raça, orientação sexual, religião, nacionalidade, idade ou pessoas com deficiência, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a inclusão e a igualdade de oportunidades.

    Além do salário compatível com o mercado, os profissionais contratados terão acesso a um amplo pacote de benefícios, que inclui prêmio de assiduidade, seguro de vida, vale-transporte ou transporte fretado, vale-alimentação, restaurante interno, plano de saúde, plano odontológico, convênio farmácia, programa interno de formação profissional, descontos em produtos MBRF, kits natalinos, sorteios periódicos de kits de carne e o programa “Presença Mais que Premiada”, que reconhece a assiduidade dos colaboradores.

    De acordo com a gerente de Recursos Humanos da unidade, Cláudia Rodrigues, a abertura das vagas reforça o papel social da empresa na região. “A MBRF tem orgulho de ser uma das maiores empregadoras de Várzea Grande. Essas novas vagas representam mais do que oportunidades de trabalho, são portas abertas para o crescimento profissional, capacitação contínua e melhoria da qualidade de vida dos nossos colaboradores e de suas famílias”, destaca.

    Os interessados em participar do processo seletivo devem comparecer de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, na Alameda Júlio Müller, nº 1650, em Várzea Grande, portando documentos pessoais.

    Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 99618-4016.

    Sobre a MBRF

    A MBRF nasce como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, presente em 117 países com marcas icônicas como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi e um portfólio verdadeiramente multiproteínas, com carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. A empresa possui 130 mil colaboradores e produzem 8 milhões de toneladas de produtos anualmente, que chegam a mais de 424 mil clientes e a milhões de consumidores em todo mundo. Reconhecida por suas práticas sustentáveis, mantém iniciativas pioneiras para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. A MBRF carrega um legado de inovação e pioneirismo, acompanhando tendências e dos hábitos dos consumidores, oferecendo o mais amplo e completo portfólio integrado do mercado.

  • Artigo: Quota e seus enigmas

    Artigo: Quota e seus enigmas

    Por Paulo Bellincanta – presidente do Sindifrigo MT

    A China decidiu estabelecer uma cota anual de importação de carne bovina para seus fornecedores internacionais, incluindo o Brasil, como parte de uma política de proteção aos produtores locais. Pelo modelo anunciado, volumes que ultrapassarem o limite definido estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, medida que deverá vigorar por um período inicial de três anos. Trata-se de uma mudança relevante nas regras do comércio internacional de carnes, com impactos diretos sobre os principais exportadores.

    Dentro desse novo desenho, o que mais preocupa o setor brasileiro é a forma como a China pretende contabilizar essa cota. As autoridades chinesas deixaram claro que o volume será apurado com base nas entradas efetivas no país a partir de 1º de janeiro de 2026, independentemente de contratos firmados anteriormente, cargas em trânsito ou produtos já embarcados.

    Se essa interpretação se confirmar sem qualquer revisão, o Brasil terá de descontar da cota aproximadamente 350 mil toneladas que hoje já estão comprometidas, seja em cargas paradas em portos chineses aguardando desembaraço, em navios em trânsito ou em estoques formados nos portos brasileiros. Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026.

    Feitas as contas, restariam cerca de 750 mil toneladas disponíveis para produção destinada ao mercado chinês durante todo o ano. Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor.

    Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos últimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais para a China. A discrepância entre esses números evidencia, por si só, a urgência de uma ação diplomática coordenada, baseada em diálogo direto entre governos, para buscar um entendimento que leve em consideração os fluxos comerciais já estabelecidos.

    O impacto dessa restrição é difícil de dimensionar com precisão, mas certamente será profundo. Considerando uma projeção anual próxima de 1,7 milhão de toneladas, a redução potencial, que inicialmente se estimava em torno de 35%, torna-se extraordinariamente preocupante quando aplicadas as novas regras de contabilização.

    A pecuária brasileira avançou de forma consistente nos últimos anos, com investimentos expressivos em genética, manejo, processos produtivos e ganhos de eficiência. A indústria, por sua vez, modernizou plantas, ampliou capacidade e se estruturou para atender uma demanda crescente e estável. Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos, tanto no curto quanto no médio prazo.

    Não há culpados evidentes nem soluções simples. O único caminho possível é o diálogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construído de governo para governo.

    É preciso reconhecer que o governo brasileiro tem feito sua parte na ampliação e diversificação de mercados, com um trabalho consistente conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo ministro Carlos Fávaro. Ainda assim, é fundamental ter clareza: os novos mercados não possuem, ao menos por ora, o mesmo potencial de absorção do mercado chinês e, além disso, já contam com fornecedores consolidados, o que demanda tempo e estratégia para sua efetiva ocupação.

    Enquanto isso, a eventual redução de volumes incide sobre o setor com rapidez extrema, como uma guilhotina afiada. Não se trata do fim da atividade, mas de mais um momento em que será necessário acomodar-se, adaptar-se e reinventar-se.

    Os volumes excedentes são grandes demais para uma absorção imediata. O desafio está posto e a solução não virá de uma lâmpada mágica esquecida em alguma caverna, mas de negociação, realismo e construção conjunta.

    Paulo Bellicanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo)

  • Exportações de carnes de MT crescem 43,12% e ultrapassam US$ 3,8 bilhões em 2025

    Exportações de carnes de MT crescem 43,12% e ultrapassam US$ 3,8 bilhões em 2025

    Alta resulta da soma das vendas externas de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro

    As exportações de carnes de Mato Grosso cresceram 43,12% entre janeiro e novembro de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Considerando conjuntamente as vendas externas de carne bovina, suína e de aves, o Estado saltou de cerca de US$ 2,7 bilhões no ano passado para US$ 3,85 bilhões neste ano, consolidando o setor como um dos principais motores da balança comercial mato-grossense.

    O avanço foi puxado principalmente pela carne bovina, que segue como o carro-chefe das exportações estaduais. De janeiro a novembro de 2025, Mato Grosso exportou US$ 3,62 bilhões em carne bovina, contra US$ 2,45 bilhões no mesmo período de 2024. Mesmo com a redução no número de abates — que passaram de 7,14 milhões de cabeças em 2024 para 5,39 milhões em 2025 — o aumento da receita reflete valorização do produto e forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina do Estado.

    A carne suína também contribuiu para o desempenho positivo. As exportações passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. Embora o número de abates tenha recuado de 2,79 milhões para 2,07 milhões de cabeças, o setor manteve crescimento em valor, impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.

    No segmento de aves, Mato Grosso exportou US$ 167,17 milhões em 2025, contra US$ 190,72 milhões no ano anterior. Apesar da retração no valor exportado e na quantidade de frangos abatidos — que caiu de 211,87 milhões para 158,13 milhões de cabeças — a carne de frango segue como componente relevante da pauta exportadora estadual, com presença consolidada em mercados do Oriente Médio e da Ásia.

    Os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) indicam que, mesmo com ajustes no volume de abates em 2025, Mato Grosso ampliou de forma expressiva a receita das exportações de carnes. O resultado evidencia ganhos de competitividade, valorização internacional das proteínas animais e a força da cadeia produtiva estadual, que segue sustentando o crescimento econômico e a inserção do Estado nos principais mercados globais.

    Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso, Paulo Bellicanta, o crescimento nas exportações totais de carnes evidencia um momento de fortalecimento da indústria frigorífica mato-grossense no mercado internacional. Segundo ele, o desempenho reflete uma combinação de valorização dos produtos, consolidação de mercados estratégicos e maior eficiência comercial das plantas exportadoras.

    “O resultado mostra que Mato Grosso conseguiu transformar competitividade produtiva em receita. Mesmo com ajustes no volume, especialmente nos abates, as exportações cresceram porque o Estado ampliou valor, diversificou destinos e consolidou a carne mato-grossense como produto confiável no mercado global”, avaliou.

    Bellicanta destaca que o avanço nas exportações bovinas, somado ao crescimento da carne suína e à manutenção da presença da avicultura em mercados consolidados, demonstra a força do portfólio de proteínas do Estado.

    “Quando olhamos o conjunto das carnes, o crescimento é consistente. Isso indica que o setor está menos dependente apenas de volume e mais orientado para estratégia comercial, preços e acesso a mercados”, afirmou.

  • JBS tem 300 vagas de emprego abertas em 9 cidades de MT

    JBS tem 300 vagas de emprego abertas em 9 cidades de MT

    Companhia oferece oportunidades em diversas áreas, inclusive para cargos que não exigem experiência prévia

    Mato Grosso, 15 de dezembro de 2025 – A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, está com cerca de 300 vagas de emprego abertas em nove municípios de Mato Grosso. As oportunidades abrangem funções operacionais, que não exigem experiência prévia, até cargos especializados e de supervisão.
    Na unidade da Friboi em Juara, há 64 vagas abertas para desossador (15), refilador (20) e operador de produção (29). Os interessados devem encaminhar currículo para o e-mail pablo.trigueiro@friboi.com.br ou comparecer à unidade, localizada na Rodovia MT-338, km 8, no município.

    A unidade de Barra do Garças tem 47 vagas de emprego, sendo para os cargos de operador de produção (20), desossador (15), refilador (7) e operador de armazenagem e expedição (5). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail vagas.bar@friboi.com.br.

    A Friboi em Confresa oferece 45 vagas, incluindo operador de produção (20), faqueiro de abate (10) e desossador (10). Há também vagas para mecânico industrial (2) e eletricista/eletromecânico (3). Os candidatos devem enviar currículo para o e-mail naiara.cavalcante@friboi.com.br ou para o WhatsApp (66) 3564-2321.

    Em Diamantino, são 36 vagas abertas para os cargos de desossador (5), serrador (1), faqueiro (6), operador de produção (10), operador de máquinas (1), supervisor de produção (8), operador de ETE (1) e treinador (4). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail carla.roberta@friboi.com.br.

    A unidade da Friboi em Araputanga conta com 30 vagas abertas, sendo para operador de produção (16), faqueiro (8), operador de máquinas (2) e desossador (4). Os currículos devem ser enviados para o e-mail livia.santos@friboi.com.br. Já em Água Boa, são 25 vagas, nos cargos de faqueiro (2), desossador (16) e refilador (7). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail mariane.iora@friboi.com.br.

    Na unidade de Pedra Preta, são 20 vagas de emprego abertas, sendo para os cargos de refilador (5), operador de produção (10), faqueiro (2), supervisor de produção (1) e jovem aprendiz (2). O processo seletivo é presencial, realizado de segunda-feira a sábado, às 7h, na unidade (BR-364, km 173). Informações pelo WhatsApp (66) 99202-6502 ou e-mail recrutamento.pdp@friboi.com.br.

    Em Pontes e Lacerda, a unidade da Friboi tem 16 vagas para operador de produção (8), operador de armazenagem e expedição (3) e operador de higienização (5). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail karla.camargo@friboi.com.br ou para o WhatsApp (65) 99334-4669.

    Na unidade de Colíder, são 13 vagas abertas, para os cargos de operador de produção (6), refilador (3), faqueiro (2), eletricista de manutenção (1) e técnico de segurança do trabalho (1). Os interessados devem enviar currículo para o WhatsApp (66) 3541-5819 ou comparecer presencialmente na unidade, localizada na Avenida Júlio Domingos Campos, 889 – Sete Norte, perímetro urbano.

    Para participar do processo seletivo, em todas as vagas, é necessário ter idade mínima de 18 anos. As oportunidades são oferecidas por meio do regime de contratação CLT, incluindo todos os benefícios previstos pela categoria. Profissionais interessados em fazer parte do banco de talentos da JBS, em todo o Brasil, também podem se cadastrar pelo site: www.jbs.com.br/carreiras.

    Presença da JBS em MT

    A JBS está presente em 13 municípios mato-grossenses: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Campo Verde, Colíder, Confresa, Colíder, Diamantino Juara, Pedra Preta, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, e é responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos no estado. Com atuação destacada nas indústrias de bovinos, aves e suínos, a companhia também opera em áreas como produção de couros, transporte e agregação de valor.

    Sobre a JBS
    A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável. Saiba mais em jbsglobal.com .

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